<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102</id><updated>2011-07-30T22:47:32.576-07:00</updated><title type='text'>Quase famoso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-6526388872952270422</id><published>2010-02-21T13:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-23T05:25:01.849-08:00</updated><title type='text'>Speak no evil - Wayne Shorter</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/S4IXgwhr4kI/AAAAAAAAAIA/3-OXtiUUBGY/s1600-h/speak-no-evil.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/S4IXgwhr4kI/AAAAAAAAAIA/3-OXtiUUBGY/s400/speak-no-evil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440937151366423106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A excelência e a magestade de uma geração de grandes sábios da música pode ser vislumbrada no que eu considero uma das melhores obras do Jazz. Wayne Shorter engloba todos os quesitos que um bom compositor precisa, além da magia do seu instrumento e sua habilidade na improvisação, a complexidade de suas vozes melódicas. Este disco é a corda tênue entre o belo e o complexo. Talvez mesmo uma nova e sagaz visão harmônica que influenciou e desafiou muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wayne é para mim um dos grandes compositores, não só por trazer harmonias coerentes, mas porque suas melodias sempre são rechadas de surpresas. Notas que tem um envolvimento com a harmonia ao extremo. Já na primeira música, Witch Hunt, a melodia é toda cantada em intervalos de quartas justas. Supremacia, meu amigo. É como transformar uma equação matemática em poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os grandes momentos não ficam só nisso. Os improvisos desse dream team do Jazz são um ponto alto. E o bom é notar a diferença entre eles na mesma música... assim como a doçura de shorter, a inteligência dos intervalos de Freddie ou o azedume de Hancock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes desafios de todo músico é encontrar sua linguagem, sua frase marcante. Tudo pode ser uma marca: o jeito com que se desenvolve, organiza, resolve... tudo pode ser a assinatura do improviso de um músico. E a arte de solar é uma das mais complexas que precisa de muita dedicação e de ousadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas barreiras a serem quebradas: primeiro a ignorância. Existem tantos mitos sobre os músicos que improvisam bem e nunca estudaram, que não sabem ler ou que mesmo não sabem nem que notas estão tocando.  Isso é mentira. Para ter o entendimento, é preciso o conhecimento. Se há facilidade ou o talento, é só um primeiro passo. Você pode ter facilidade para discernir os intervalos e a mudança das vozes nos acordes, mas ainda assim há a barreira do conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos começam com o estudo de outros grandes improvisadores, tirando frase por frase, e tocando incansavelmente até isso se tornar orgânico, como uma forma de ganhar assunto. "Orgânico" é uma palavra muito usada na música, ela se refere ao fato principal que me refiro, o ponto em que se ultrapassa o lado apenas matemático e passa a ser também intuitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava pensando como explicar isso de uma forma plausível e ai me deparei com uma história bastante conhecida. No filme Matrix, a história de Neo poderia ser facilmente a de um músico tentando conseguir o tal tocar "orgânico". Apesar de Neo ser "o escolhido", ele ainda precisa optar em tomar a pílula que o fazia desistir da curiosidade de saber o que havia por trás de tudo e a coragem. Ainda assim, logo depois, mesmo aceitando, ele não estava totalmente pronto e precisou passar pelos testes impostos. Digamos que isso seria um exemplo perfeito para o músico que, apesar de todo o talento que ele possa ter, necessita passar pela prática, aceitar os seus limites e aprender com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no final do filme, quando Neo aceita os desafios e os afronta, consegue ler a matrix de tal forma que não vê mais imagens e sim números e dados... isso é bem curioso. Digamos que Neo seja um músico que há anos tenta improvisar numa música difícil, onde a harmonia é bastante complexa e as escalas mudam o tempo todo. Porque o segredo não está em apensa enxergar as escalas e tocá-las, está em fazer com que isso soe bonito e natural, ou seja, orgânico. Uma hora em que a escala e todo o lado teórico é tão óbvio que não se pensa mais neles, como se você enxergasse a matrix e pudesse finalmente se livrar das balas ou nem mesmo precisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do Jazz os músicos, até mesmo os grandes e imortais, vivem procurando a tal visão infinita da "matrix". Conheço instrumentistas de nível muito alto e todos eles tem momentos de extrema depressão por não se sentirem na sintonia ideal com o momento do improviso. Porque existe um auge, um portal que o músico precisa ver quando toca. Quando não o vê, mesmo tendo sido genial, não é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Speak no evil é um momento na música em que todas essas barreiras começaram a ser quebradas, os grandes músicos estavam fervilhando em idéias e descobertas sobre o instrumento. E a propósito de barreiras quebradas em instrumentos, os músicos que tocam neste disco eram as grandes estrelas da época: Herbie Hancock no piano, Wayne shorter no sax, Freddie hubbert no trompete, Ron Carter no contra-baixo e Elvin Jones na bateria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante prestar atenção nos temas. Muitas vezes, os temas são grande parte em uníssono, mas em momentos especiais uma das vozes se separa da melodia e cria aberturas paralelas ou até mesmo contra-cantos. Uma das especialidades de Shorter nas suas obras. Nos improvisos é bom ter mais cuidado ainda com a audição: Ouça a música percebendo os caminhos harmônicos que Hancock cria, deixando o improvisador bem à vontade. Improvisar é realmente um ato corajoso (kkkk). Imaginen que além de lutar contra si mesmo e todas os possíveis empecilhos pessoais, ainda tem a parceria de quem toca com você, que precisa estar em sintonia, senão o barco desanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é interessante a quem possa se interessar pela arte do improviso, seja para tocar ou apenas ouvir, se consentrar em todos esses aspectos da música. O improviso é o discurso do músico, é a sua observação plena sobre um determinado assunto. E, embora essa palavra possa mudar, a beleza da maleabilidade das notas transforma a arte de improvisar numa das coisas mais ricas e complexas que há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-6526388872952270422?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/6526388872952270422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=6526388872952270422' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/6526388872952270422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/6526388872952270422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2010/02/speak-no-evil-wayne-shorter.html' title='Speak no evil - Wayne Shorter'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/S4IXgwhr4kI/AAAAAAAAAIA/3-OXtiUUBGY/s72-c/speak-no-evil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-9213024590945224625</id><published>2010-02-14T20:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-15T15:29:19.991-08:00</updated><title type='text'>Bon Iver - For Emma</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/S3jT7vATZVI/AAAAAAAAAH4/Bmf0oeCWXok/s1600-h/for+emma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 203px; height: 203px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/S3jT7vATZVI/AAAAAAAAAH4/Bmf0oeCWXok/s400/for+emma.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438329573233354066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito do que somos capazes de fazer vem do simples, ou quando somos desafiados a nos fazer entender em poucas palavras. Ainda assim, sempre me dei conta de como com o passar do tempo, vamos aprimorando o cuidado do não desperdicio, de usar somente o que é necessario e relevante, ser sabio com o conhecimento e com a mensagem que iremos passar ao mundo.&lt;br /&gt;Por mais que se acredite que fomos capazes já de realizar tudo o que era possivel nas 12 notas conhecidas, ainda assim, há momentos  extremamente bem sucedidos, de extrema riqueza e de palavras sabias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci o som dessa banda há poucos dias, mas foi o suficiente para me encantar. Ainda não conheço direito todas as músicas, mas tenho degustado com aquela preguiça para não gastar tudo logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito muito no poder da cancão, na música feita sem a pretencão do sucesso, da simples arte pela arte, uma coisa que eu venho reclamando demais ultimamente e que é provavelmente o grande "calo" da arte moderna. As vezes sento na meu estúdio e comeco a ouvir coisas que gosto e a refletir como o pensamento moderno e, por que não, capitalista, tem nos feito cair no vício do estar sempre em ascencão para ser alguém feliz. Algo como  estar sempre querendo um poder aquisitivo maior para poder viver satisfatoriamente. Então, perde-se o foco da evolucão intelectual e você passa a se importar só com as contas, a matemática involutiva e que desrepeita a premissa de que estamos aqui pra viver e aprender principalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento colocar um pouco de risco no meu dia-a-dia tão diário. Tento parar e desmarcar tudo para sair pra almocar com meu filho, para não fazer nada, jogar um video game, ou simplesmente me dar o prazer de olhar o céu e esperar que ele me mostre coisas diferentes que não só a obrigacão de viver na rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa arte que eu acredito: Na que se arrisca, que vai colocar seus sentimentos à prova, que vai te deixar sem dormir ansioso ou adrenalizado por ter feito um take emocionante. Apaixonado por idéias que você nao sabe de onde vêm, e que vai criar todo o conceito pelo qual você vai lutar nos meses ou anos que estão por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando um pouco do álbum, uma das características mais fortes são os vocais. As vozes sempre dobradas ou abertas. Dando a idéia de mais de duas pessoas cantando ao mesmo tempo. Logo na primeira música tem um efeito que nunca me passou pela cabeça usar e que, na verdade, quando acontece é um pouco irritante pra quem toca: a realimentação do captador do violão. A realimentação acontece quando certa frequência, a depender da distância, da resposta da caixa acústica, se realimenta num círculo vicioso entre a fonte sonora e o falante que reproduz seu som. Ou seja, vamos supor que você está com um microfone aberto com um volume de tal forma, que quando ele é reproduzido na caixa de som o microfone o capta novamente que o reproduzirá novamente na caixa que o microfone irá captar... uma bola de neve que aumenta cada vez mais. Uma das soluções é fazendo com que tal frequência seja atenuada com o auxílio de equializadores. Ou seja, se estiver aquele apito agudo ou grave, a depender da nota que esteja sendo reproduzida o técnico já treinado, sabe distinguir a frequência, cortando a mesma no equalizador até o ponto que ela não esteja mais sobrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos guitarristas usam essa façanha para criar efeitos quando o captador da guitarra gera essa microfonia (para quem não sabe ou não imagina, os captadores são também microfones). Eu só nunca havia ouvido a microfonia do violão sendo usada para tal. A diferença é que quando o captador do violão gera microfonia, ele faz a corda vibrar também de tal forma que dá a sensação de que algo está friccionando a corda como o som do arco no violino, não tão definido claro.. mas lembra um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um disco Folk por excelência, muito violão, melodias, algumas percussões que dão apenas a pulsação, como o tambor, cajón, alguns efeitos surpresa como essa microfonia que eu falei e a sensação de conforto e de que eu não preciso de nada muitas vezes para me sentir muito satisfeito e muito realizado com tudo o que me cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-9213024590945224625?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/9213024590945224625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=9213024590945224625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/9213024590945224625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/9213024590945224625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2010/02/bon-iver-for-emma.html' title='Bon Iver - For Emma'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/S3jT7vATZVI/AAAAAAAAAH4/Bmf0oeCWXok/s72-c/for+emma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-8480253317861392243</id><published>2010-02-02T15:45:00.000-08:00</published><updated>2010-02-14T20:38:52.512-08:00</updated><title type='text'>O violão na mpb (parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O violão tem um importância cheque na história da música pop. Tornou-se verdadeiramente popular e querido dos grandes compositores no século XX pela sua portabilidade, pelo seu acalento nas horas de solidão e pelo fato da sua visão harmônica simples aos olhos do compositor. E cada um o usa de forma diferente, com afinações diferentes, com cordas soltas ou acordes invertidos. O que importa é que a influência deste instrumento trouxe uma verdadeira revolução à música popular, em cada país de uma forma diferente, em cada compositor, cada estilo musical.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A música popular brasileira é um dos exemplos mais ricos para contar a história da guitarra acústica, com exímios violonistas e compositores. Ainda que muito se deva a Andrés Segóvia, violonista erudito importantíssimo na sua história, por ser ele um dos grandes responsáveis pela popularização do instrumento, Heitor Villa-Lobos, no brasil, funde o violão na música popular de forma divina, assim como outros grandes instrumentistas brasileiros: Aníbal Augusto Sardinha (1915-1955), o Garoto; Américo Jacomino (1916-1977); João Teixeira Guimarães (1883-1947) ou João Pernambuco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O violão não é um instrumento fácil de se tocar bem, depende de uma extrema dedicação por parte do instrumentista, não só pelas horas diárias de estudo, mas sim da preparação. Muitos não sabem, mas a importancia da unha na mão direita (para os destros) é enorme.  A unha permite que a tocabilidade seja macia, assim como o som. Ao mesmo tempo, se a unha grande demais traz muita "sujeira", a falta da mesma, deixa o som muito opaco e com pouca dinâmica. Lembro que a minha professora tinha altas brigas comigo, porque eu sempre esquecia de lixar as minhas unhas e nunca estavam no tamanho ideal. Aliás, uma coisa que é de admirar em alguém que consegue: ter as suas unhas sempre do tamanho perfeito. Quando ela quebra então, é um deus nos acuda! (alguns violonistas desenvolveram técnicas para reparar unhas quebradas com superbonder e uma bola de ping-pong.. kkk).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se estuda violão erudito, você pode vivenciar um pouco a própria  história do instrumento, devido ao repertório que com o tempo de estudo  vai se tornando cada vez mais exigente. Um grande exemplo é quando  aparecem os primeiros chorinhos ou a própria obra do mestre Villa-Lobos,  sempre cheio de nuances e exigentes graus de dinâmica e interpretação.  Não querendo menosprezar a música renascentista e nem o estudo dos  grandes compositores clássicos da violão como Tárrega ou Fernando Sor  (do qual eu sou um grande fã), mas o violão Brasileiro é extremamente  rico na interpretação. Talvez seja uma coisa a ser analizada pela  própria história, sobre o momento do mundo em si, por existir com o  tempo essa tal libertação de idéias e processos criativos mais  elaborados e ousados na era contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que o violão ingressa mais elaborado na MPB. E um dos auges em harmonias complexas e suaves ao mesmo tempo vem do nosso querido João Gilberto. A bossa nova trouxe um glamour especial, uma era moderna nas composições. O violão de João traz consigo sofisticados conceitos sobre harmonia, conceitos esses que eu sempre tento passar as pessoas que querem aprender alguma coisa comigo, porque erra quem pensa ou sente a harmonia como um processo separado na música e o transforma em um bicho de sete cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Harmonia não é algo distante, não é nada mais, nada menos que outras vozes cantando ao mesmo tempo, gerando uma paisagem e cores que, quando combinadas, criam padrões e caminhos pelos quais a melodia vai passear. Quando você encara a harmonia desta forma, cada nota do acorde tem um valor inestimável e decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais importantes e lindas nesse caso é o papel da terceira voz (contamos sempre da mais aguda para a mais grave). No caso do violão, essa voz está na quarta corda na maioria das vezes, principalmente na bossa. Preste atenção nas linha melódica que a voz que está na quarta corda faz, muitas vezes criando escalas cromáticas quando passando de um acorde ao outro e normalmente funcionando como terça, sétima ou sexta maior do acorde. Considero isso uma das magias do violão, pelo toque melancólico e melódico que tais nuances trazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro toque mágico são as cordas soltas. Chamamos de notas pedais, quando uma mesma nota (no caso aqui uma corda solta, por exemplo a primeira corda, E4) é ouvida no decorrer de uma sequência harmonica e passa a atuar como uma voz que passeia pelos diferentes acordes, mudando de função a cada passada. O fato de estar solta, faz com que a vibração, a sobra, seja contínua gerando uma riquesa melódia inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/S3BV0YpNZXI/AAAAAAAAAHA/nl1W1tLhkM4/s1600-h/blog+exemplo+viol%C3%A3oweb2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_5ikA1EYuulA/S3HZEwq84CI/AAAAAAAAAOA/QCr2xDD1isQ/s400/blogexemploviolowebbitm.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 655px; height: 90px;" src="http://lh5.ggpht.com/_5ikA1EYuulA/S3HZEwq84CI/AAAAAAAAAOA/QCr2xDD1isQ/s400/blogexemploviolowebbitm.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-8480253317861392243?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/8480253317861392243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=8480253317861392243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/8480253317861392243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/8480253317861392243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2010/02/o-violao-na-mpb-parte-i.html' title='O violão na mpb (parte I)'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_5ikA1EYuulA/S3HZEwq84CI/AAAAAAAAAOA/QCr2xDD1isQ/s72-c/blogexemploviolowebbitm.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-1369440667680038695</id><published>2009-06-01T08:18:00.001-07:00</published><updated>2009-06-01T22:00:38.952-07:00</updated><title type='text'>Tios e Tias</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu juro que tentei ser “ouvido aberto” para esse novo trabalho de Caetano. Muitos amigos meus gostam. Eu não posso dizer que odiei, mas é tão tosco, tão pobre musicalmente, arranjos chatos, sem suingue, músicos ruins, som horrível… mas ainda tem a poesia “na lata” e ainda é Caetano. E as músicas, não são ruins… mas são toscas ao extremo, mal aproveitadas. A mixagem do disco é bisonha, sem cuidado, desleixada, não existem planos, ambiências… é sempre a guitarra alta e mal tocada no mesmo plano da voz… A bateria lá no fundo, mas com uma ambiência não nítida. O disco permanece linear em sonoridade a maior parte do tempo, o que cansa bastante a um ponto em que a poesia não se houve mais, perde o valor.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fico imaginando que talvez seja uma tentativa de procurar algo novo dentro de tanta coisa repetitiva na mpb, dentro de tantas musas falsas que tentam nos empurrar goela abaixo. Mas hoje existe tanto conhecimento técnico, tantas idéias que podem ser exploradas de outras formas.  Parece que para o Brasil, desde o surgimento do pagode e do arrocha, tudo o que é tosco é bom. Tosco eu defino como algo sem um cuidado, feito nas coxas e sem conhecimento de causa. É assim que o Brasil tem se importado com sua música. A música é sempre o menos importante. Tudo o resto é mais. Aposto que se tivesse um errinho de vírgula, uma concordância mal feita, uma cor fora do lugar, uma foto mal tirada se alguém não iria dizer: “assim não dá!”. Mas quem se importa com a música? a música é o menos importante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É estranho você ver uma produção que duvido que tenha sido barata, ter sido tão descuidada. Eu me lenho aqui pra conseguir o mínimo: tira daqui, boto lá, mexo aqui, vou ali, peço emprestado… ai vem alguém que tem tudo na mão; melhores estúdios, melhores técnicos, melhores microfones…e grava um disco que poderia  ter sido gravado num tascam porta estúdio de 4 pistas. Puta que pariu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estou lendo o livro “Gravando” de Phil Ramone. Para quem não sabe, Phil Ramone é um dos produtores mais importantes da música ocidental. Foi responsável por muitos dos conceitos de mixagem, de produção, pioneiro em diversas áreas da engenharia de áudio. Dono dos estúdios A&amp;amp;R, onde gravaram grandes nomes da música norte-americana.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No livro ele conta sobre as super produções, de toda a importância dos pequenos detalhes, do jeito de lidar com a criatividade dos artistas, de como é singular a importância de cada música, do cuidado da ambiência, do microfone que o cantor usa (num dos capítulos ele revela que os microfones usados por um cantor no decorrer de uma produção, eram guardados e só era permitida a utilização do tal e somente para o mesmo!). Em outros capítulos conta da dificuldade de lidar com os caprichos e personalidades de cada um. Ele como mestre, sempre dando um jeito para que tudo se transforme numa soma e possa ser aproveitado no resultado final. Estou no capítulo em que ele grava e produz Bob Dylan. Como é importante a decisão certa nos poucos segundos que você tem. Trabalhar com arte tem todo esse cuidado de "o agora é agora! "muitas vezes uma palavra mal dita, uma reação na hora errada, pode fazer com que todo o clima e a inspiração sejam jogadas num abismo sem volta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É o que penso. É meu jeito de ver a música, o meu jeito de ver uma composição. O disco de Caetano pecou em todos esses detalhes que eu acho importantes.&lt;/p&gt;Vamos inovar, mas com qualidade. Pelo amor de deus!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-1369440667680038695?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/1369440667680038695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=1369440667680038695' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/1369440667680038695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/1369440667680038695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2009/06/tios-e-tias.html' title='Tios e Tias'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-4557343492143599125</id><published>2008-11-16T11:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-16T12:31:59.100-08:00</updated><title type='text'>O doce sonho metálico (parte I)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SSBx4CKCz9I/AAAAAAAAAE8/-5EYjlWJtT0/s1600-h/sopro+recording.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SSBx4CKCz9I/AAAAAAAAAE8/-5EYjlWJtT0/s320/sopro+recording.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269336771489091538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando era menor, sempre tive o grande sonho de escrever para sopro e cordas. Felizmente, esses sonhos viraram realidade e é sempre uma emoção incalculável e um sentimento gigante de realização ouvir o que vc pensou e passou noites acordado tentando colocar no papel.&lt;br /&gt;Muito mais quando você, além de ser o produtor e arranjador, é também o técnico de som. Tem todo o capricho da escolha dos microfones, de imaginar o timbre dos instrumentos, de pensar sobre o quadro geral, sobre a sensação que vc quer passar.&lt;br /&gt;Nestes arranjos aos quais tenho me dedicado, optei por uma coisa pouco usada no Brasil. Sopros que participam mais como texturas do que com intervenções melódicas. Tem os velhos especiais (ou bridges para os íntimos), mas ainda assim fiz questão de que nada fosse tocado muito alto. Para isso abri mão do saxofone. Em minha opinião, sempre vi o sax como algo que destoa da família dos metais. O saxofone, apesar de ser um instrumento metálico, usa uma palheta de madeira para provocar, juntamente com o lábio e o sopro do instrumentista, o som do instrumento. Isso deixa o timbre um tanto áspero, justamente a diferença que eu, particularmente, sinto em relação aos metais como o trompete e o trombone. Dai a minha decisão de deixar de fora o saxofone e tentar timbres mais suaves.&lt;br /&gt;Depois da decisão da escolha dos instrumentos e ter escrito as partes, decidi optar pela microfonação simples e direta. Logo quando cheguei no estúdio pensava diferente. Achei que apenas dois microfones em estéreo (conhecida como microfonação em X-Y pelo ângulo dos microfones em relação um ao outro) seria o suficiente. Mas a sala por ter muitas reflexões e não ter biombos para diminuí-las, acabei optando por microfonar diretamente cada uma das peças. Muitas vezes é agradável ouvir a sala na qual você grava seus instrumentos, já até falei sobre isso em alguns discos como o de Tom Waits. Mas eu precisava de algo mais intimista, queria ter a sensação do instrumento tocando ao pé do ouvido, com o mínimo de reflexões possíveis e tocados em intensidade "piano".&lt;br /&gt;Mas tenho ainda algumas dificuldades em passar o que realmente quero aos instrumentistas. É um baita desafio você trasnferir informações que estão exclusivamente em sua cabeça para outro músico, que tem outro pensamento e que enxerga as coisas de uma outra forma.&lt;br /&gt;Faz parte, talvez, da cultura do naipe de sopros ao qual 90% dos arranjos se destinam. Eu precisava de algo diferente. Normalmente, o naipe é escrito para aparecer como um elemento de peso na orquestra ou na banda. Muitas vezes fazem melodias introdutórias principais, para dar uma característica festiva e alegre. Nada contra, de fato eu não estou fazendo nada melancólico, nem triste, mas ainda assim queria que ele fizesse parte de instrumentos de base, colocar o naipe de forma mais coadjuvante. Quase como uma parte de cordas, harmonizando e tudo. Então o desafio era fazer o cavalo indomado tomar postura e seguir fielmente a trote curto até a linha de chegada. rs.&lt;br /&gt;O outro desafio é saber que, por mais que você queira que soe como está na sua cabeça, é praticamente impossível isso acontecer na sua totalidade. Tem que haver uma adaptação sua, saber também que pode-se tirar proveito da infinidade de probabilidades que você terá a mais. O que fazer na hora, quando um empecilho ou outro se coloca a sua frente? Muitas vezes o próprio erro se transforma em acerto, só tem que saber aproveitá-lo e flexibilidade é tudo nessa hora. Já me aconteceu muito de estar gravando e no meio da gravação eu colocar um acorde estranho, um erro que quando você ouve, soa melhor do que você fazia originalmente. Outras vezes, algo muito certo e "definitivo", parece não estar acontecendo como você imaginava. Maleabilidade. É isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SSB-dBTISmI/AAAAAAAAAFE/qC06iA4yFr4/s1600-h/sopro+recording+II.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SSB-dBTISmI/AAAAAAAAAFE/qC06iA4yFr4/s320/sopro+recording+II.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269350601053456994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-4557343492143599125?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/4557343492143599125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=4557343492143599125' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4557343492143599125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4557343492143599125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/11/o-doce-sonho-metlico-parte-i.html' title='O doce sonho metálico (parte I)'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SSBx4CKCz9I/AAAAAAAAAE8/-5EYjlWJtT0/s72-c/sopro+recording.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-60061827206714322</id><published>2008-07-04T19:46:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:27.423-08:00</updated><title type='text'>Grizzly Bear – Yellow House</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SG7jLoG61gI/AAAAAAAAAEQ/9Zkc0icnYJk/s1600-h/grizzlybear_yellowhouse.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219358807053489666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SG7jLoG61gI/AAAAAAAAAEQ/9Zkc0icnYJk/s320/grizzlybear_yellowhouse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Sinto dificuldades em definir o estilo de muita coisa que eu escuto. Muitas bandas estão reciclando idéias e transformando um pouco a já cansada visão pop. Embora os Beatles já houvessem mostrado no que essas influências poderiam dar, só mais tarde o mundo consente a leva de idéias deixadas anos atrás. A idéia é fazer com que o a música não seja sempre tão quadrada e cética. Refiro-me às tão conhecidas formulas do sucesso: "intro-estrofe-refrão-estrofe-refrão-ponte-refrão-final". Não há nada de mal em querer ouvir músicas que sejam caminhos opostos e muitas vezes serem apenas uma variação do que estamos acostumados a ouvir.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Se você pegar um disco de Elliot Smith vai reparar que muitas vezes o instrumento que está tocando a base, muito comumente o violão ou o piano, toca a melodia junto com a voz. É um conceito simples e muito usado na música erudita para enfatizar e fortificar a melodia principal. Não obstante outros instrumentos criam contracantos (outras melodias tocadas ao mesmo tempo da principal), criando uma riqueza harmônica, uma textura diferente do que um simples instrumento fazendo acordes, como na grande maioria das músicas pop. E é bem para onde a música do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Grizzly Bear&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; caminha. Assim, quando você ouvir este disco, poderá prestar atenção a cada vez que ouvir a música, os diferentes instrumentos e sua colocação na música.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Muito bom notar a infinidade de influências que a banda recria com perfeição. Um pouco de folk pelos violões, um pouco de erudito pelas orquestrações, um pouco de rock nas guitarras, um pouco dos anos setenta nos vocais... e são eles. O som moderno está ai, bem aplicado, bem mixado. As idéias todas em ordem. E não que este disco, por todas as minhas informações, seja tão correto, muito pelo contrário. É bom ver sons simples transformando-se em cores mais complexas, em ver você pegar um rabisco e daí transformá-lo em um quadro, com diferentes cores e argumentos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;É mesmo de se estranhar um pouco a evolução da música. O popular, durante muito tempo, andou perto do erudito. Depois criou distâncias incalculáveis e parecia impossível que essas duas formas de pensamento fossem se encontrar novamente. Lembro que quando eu era criança, ainda aprendíamos na escola diversos cânones, ensinando-nos como uma mesma melodia poderia se encaixar de diversas formas em si. É uma idéia singular de como o contracanto enriquece a música. Para quem não sabe, podemos pensar assim: pense em um instrumento que canta uma melodia x repetidamente... então um segundo instrumento, toque a mesma melodia, mas um tempo depois, assim quando os dois se encontram, eles criam vozes que definem a harmonia em que se encontram. Isso pode ser tentado com músicas até conhecidas como dingle Bell (acreditam que eu sou sei a paródia?): a primeira voz começa "&lt;strong&gt;dingle Bell, dingle Bell, acabou o papeeeeeeeeel&lt;/strong&gt;" exatamente no "&lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; (faz mal)" a outra voz começa a cantar a música do início. Chame alguém e tente fazer a experiência.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O intuito é apurar o ouvido. É fazer com que você aumente a capacidade de ouvir sons e texturas que antes era um pouco mais difícil, até mesmo porque a própria música não o permitia. É revelar cores que antes não eram vistas ou não eram percebidas. Então, coloque "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;yellow house&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" para tocar e tente focalizar a mesma música de vários jeitos diferentes... preste atenção nos violões... depois vire a sua atenção para instrumentos mais agudos que inclusive estarão mais baixos, mais distantes. Deixa a voz por último, repare em como outras melodias vão surgindo...&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-60061827206714322?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/60061827206714322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=60061827206714322' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/60061827206714322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/60061827206714322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/07/grizzly-bear-yellow-house.html' title='Grizzly Bear – Yellow House'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SG7jLoG61gI/AAAAAAAAAEQ/9Zkc0icnYJk/s72-c/grizzlybear_yellowhouse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-388941800168078815</id><published>2008-06-26T18:29:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:27.577-08:00</updated><title type='text'>This is how I look without make up... (Erikah Badu - Mama's gun)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SGREHB29yiI/AAAAAAAAAEA/b7-1H0mXwp8/s1600-h/Front.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216369155950627362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" height="299" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SGREHB29yiI/AAAAAAAAAEA/b7-1H0mXwp8/s320/Front.bmp" width="289" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Lá pelo ano 2000, cansado de ouvir as mesmas coisas e principalmente axé, já que eu trabalhava tocando e viajando com um artista baiano, resolvi passar numa loja de CDs e ouvir alguma coisa nova. Algumas vezes não uso critérios, ou até mesmo uma capa de CD pode chamar a atenção, alguns artistas importantes na minha vida musical foram descobertos assim mesmo, uma capa de CD atraente. E procurando achei esta: Uma mulher negra, com a cara de "acabei de fumar uma tora", mordendo um palito de dentes no maior estilo anos setenta. Era esse! Não pensei duas vezes, nem olhei direito o encarte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fui pra casa colocar o cd na bandeja e os meus fones de um milhão de dólares. Foi ai que eu entendi a importância da primeira música: é um caso raro, mas algumas pessoas compram o cd, vão pra casa, pegam guloseimas, como quem vai assistir a um filme e ouve um CD inteirinho, sem nem ter lido a sinopse. Começando com a música mais "pesada do cd", você já sabe o que mais pode estar por vir. Com letras intensas e sinceras e a voz constante, ela vai te conquistando e vai se surpreendendo. Fora toda aquela linguagem de gueto, a bateria típica do R&amp;amp;B, sem kick e com um som bem cru. Instrumentos tocados sem ter exatamente a obrigação do riffe, ainda assim, sem perder a unidade. Algumas músicas com uma linguagem mais moderna, loops, edições para dar a impressão do eletrônico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este CD mudou o meu conceito sobre mixagem. Depois de toda uma filosofia de ambiências artificiais, quando este foi lançado, já havia outros com a mesma tendência acústica, tocado em estúdio. Outro artista que, inclusive, tem parcerias com Erikah, D'angelo já vinha trazendo essa mesma linguagem, assim como Lauren Hill e toda Black music americana começaria a mudar. Juntamente com a suavidade dos sopros, todo tocado em regiões media e numa dinâmica suave, o resultado é genial, porque nada disso faz perder o groove e nem o peso (&lt;em&gt;mama's gun&lt;/em&gt; somente tem um naipe de sopros na última faixa, mas essa concepção já vinha sendo usada pelos artistas aos quais me referi). Muitos arranjadores, quando solicitados a arranjarem partes para sopro, não poupam os agudos e aquelas notas altas que o trompete estoura, pra dar a impressão de Bigband, mesmo tendo apenas um quarteto tocando. É comum também os músicos tocarem duas vezes as mesmas partes para dar a impressão de que há mais gente reproduzindo a parte. Neste disco, o processo é o contrário. Ele é simples e extremamente cuidadoso para que nunca se perca a intensidade continua com que ele foi produzido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Demora um pouco para um técnico rever todo o conceito no qual ele tem trabalhado. Noto ainda no Brasil, que muitos engenheiros de som se apegam demais a um método de trabalho, ainda que ele dê certo, fica um pouco chato ouvir todas as suas produções com o mesmo som, sem ter uma variedade. Tá certo que muitas vezes o prazo, o dinheiro e outros "n" fatores não ajude, mas ainda assim, no tumulto das produções, vale a pena parar um pouco e ver o que ela necessita para ser original e não apenas mais um trabalho a ser feito. Determinar os pontos de compressão a serem usados, a quantidade de ambiência, o volume da voz em relação aos instrumentos, os instrumentos a serem evidenciados e quais passarão a ser coadjuvantes. É inda um processo lento que os americanos, por mais chato e comercial que seja o trampo, eles tiram de letra e nos dão lições. Pegue qualquer disco, de qualquer estilo feito lá, ele terá um som completamente diferente de outro do mesmo estilo. Isso vale tudo, valoriza o conteúdo artístico e diz um pouco também sobre o próprio: as cores que ele veste, as sensações que ele venha causar em quem ouve. A música brasileira anda cheia de parâmetros, cheia de regrinhas que não levam a lugar nenhum, a propósito, regras na música ficaram na renascença, hoje a proposta é outra, é ampliar os horizontes e tentar algo diferente (já que até agora ninguém fez nada diferente dos Beatles... RS...).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E bem, &lt;em&gt;Mama's gun&lt;/em&gt;, é um disco para se ouvir com essa visão, de que a simplicidade e o despropósito levam a lugares bem interessantes.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-388941800168078815?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/388941800168078815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=388941800168078815' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/388941800168078815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/388941800168078815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/06/this-is-how-i-look-without-make-up.html' title='This is how I look without make up... (Erikah Badu - Mama&apos;s gun)'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SGREHB29yiI/AAAAAAAAAEA/b7-1H0mXwp8/s72-c/Front.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-4600850801906110940</id><published>2008-06-20T05:18:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:27.858-08:00</updated><title type='text'>Jeff Buckley - Grace</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SFugwWZJhDI/AAAAAAAAAD4/4tZO_jPCR-Y/s1600-h/gracecov5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213937746116707378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SFugwWZJhDI/AAAAAAAAAD4/4tZO_jPCR-Y/s320/gracecov5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu poderia dividir a minha vida entre antes e depois de ter ouvido essa grande obra. E até lembro como foi que "conheci" Jeff Buckley. Um dia de inverno, 1996, um velho amigo meu que morava na cidade de Lençóis, interior baiano, chega um dia em minha casa contando uma história do outro mundo: "Jimmy Page está morando em Lençóis e casou com Jimena!". Foi então que, num jantar na casa dela, Page mostra ao meu amigo uma fita de Jeff, por quem ele tinha uma profunda admiração e que conhecera há pouco tempo, quando se deslocou até Los Angeles somente para ver seu show (anos mais tarde eu tive a confirmação da história em um documentário da BBC de Londres e uma outra entrevista na qual Jeff conta da sua surpresa ao se deparar com um dos seus ídolos no camarim). Além da história, meu amigo também trouxera a prova do crime.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Colocamos a fita no som e me mostrou de cara "so real"... Acho que eu nem conseguia falar direito pelo que eu tava ouvindo. Logo depois começamos a fita do inicio... Quando entram as guitarras mergulhadas no mistério de "mojo pin". Uma mistura lírica com algo psicodélico a la Pink Floyd, mas ainda canções com harmonias coesas, muitos acordes invertidos... Elementos simples em um trabalho complexo que foge dos clichês harmônicos da música pop e até mesmo quando acontecem, são bem elaborados e colocados de certa forma que você os percebe de forma diferente. Algumas músicas possuem afinações alternativas nas guitarras, isso traz novas texturas ao som, pois cria posições novas na montagem dos acordes, uma ferramenta importante para a guitarra.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Produzido por Andy Wallace, já conhecido por seu trabalho com o nirvana em "nervermind", e responsável pela sonoridade grandiosa do CD, talvez o grande mistério de Grace seja a sinceridade das canções, de como ele foi descoberto, pois muito diferente de outros, Jeff já havia amadurecido, já era uma fruta curtida. O que deixa um recado importante de como viver a arte de uma maneira mais honesta: ela precisa dessa busca desenfreada pela inalcançável perfeição e isso é um amor incondicional do artista para com o seu talento. Não importa o que as pessoas pensem ou achem, a relação pessoal com a arte é individual e impenetrável. Precisa do estudo, precisa da prática, precisa da teimosia e da fadiga. No mundo da arte existe a tal fronteira que muitas vezes parece distante: a teoria e a prática. Por mais que você tenha talento e habilidade no seu instrumento, sem a teoria você não vai muito longe. Você perde o assunto, cai em clichês, não desenvolve o discurso que o mundo teórico te oferece. É muito parecido com o estudo da língua que, além do vocabulário, precisa ser exercitada com diversos assuntos, com conhecimentos diversos, etc. Assim como também o excesso teórico nos leva ao extremo oposto, do mundo muito quadrado e rígido. Precisa-se dos dois equilibrados, para tornar orgânico o que você aprende nos livros, para que o "dois mais dois" seja uma barreira ultrapassada e concisa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Um ano depois que conheci Jeff, ele morre, fiquei sabendo por uma amiga que acabava de chegar de Porto Rico. Ainda no Brasil pouquíssima gente conhecia, eu me encarreguei de apresentar o som a dezenas de pessoas mais, que também se deixaram influenciar e também enlouqueceram quando o ouviram. Logo depois a sua morte foi lançado o "Sketches for my sweetheart the drunk" que na verdade estava em fase de produção, mas foi lançado mesmo assim pela mãe de Jeff, responsável pela obra póstuma do cantor.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-4600850801906110940?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/4600850801906110940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=4600850801906110940' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4600850801906110940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4600850801906110940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/06/jeff-buckley-grace.html' title='Jeff Buckley - Grace'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SFugwWZJhDI/AAAAAAAAAD4/4tZO_jPCR-Y/s72-c/gracecov5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-4026182593968459702</id><published>2008-06-10T12:44:00.001-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:27.968-08:00</updated><title type='text'>Tom Waits- Alice</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SE7aqIPCBYI/AAAAAAAAADw/htiHFPfox5k/s1600-h/Tom_Waits-Alice.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210342236214134146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SE7aqIPCBYI/AAAAAAAAADw/htiHFPfox5k/s320/Tom_Waits-Alice.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para quem tem medo do lobo mau, aconselho cuidado ao ouvir esse CD. Assinado por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom_Waits"&gt;Tom waits&lt;/a&gt;, mas que teve a co-autoria de sua esposa &lt;a title="Kathleen Brennan" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kathleen_Brennan"&gt;Kathleen Brennan&lt;/a&gt;,o disco surgiu de músicas feitas para a peça de teatro baseado no livro Alice no país das maravilhas. Escolhido pela site americano metacritic.com como o segundo melhor álbum de 2002, temos aqui o que eu considero como uma verdadeira obra prima. Um disco totalmente acústico, nenhum instrumento eletrônico foi usado, tudo com aquela complacência bêbada típica de sua voz. Desta vez parecem os instrumentos terem entrado na mesma dinâmica. Preste atenção nas cordas, muitas vezes elas gravadas em dois takes, dois naipes, um deles toca com um atraso, dando uma inexatidão ao toque que acompanha bem a sua interpretação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;E sempre fui a favor que as letras das músicas, mais do que sentimentos pessoais, contassem histórias. E é bem do que se trata toda a trilha feita aqui (ouça "Watch her disappear"). Com especial atenção para os violinos, eles criam a atmosfera nublada e obscura do CD, quase que numa desafinação, quase desleixados e intensos. Você se sente numa época fora do tempo, à luz de velas, no frio, por ruas de pedra. O que deve ser um contraste total para um trabalho digitalizado, mas que ainda assim, consegue manter a sensação harmônica do passado acústico da nossa música, quando não existiam amplificadores, nem nada a não ser os elementos fundamentais necessários para reproduzir sons.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma das necessidades principais quando se grava um Cd acústico é de retransmitir a sensação de espaço. Para isso você precisa analisar com um cuidado extremo o local onde será captado o som e a posição dos microfones. Esta é a grande magia do som. Já coloquei aqui alguns fundamentos e até falei da captação da bateria. Hoje em dia muitos engenheiros de som preferem o closed micing, microfonando instrumentos com o microfone bem perto da fonte sonora. Grande parte dos sons escutados hoje em dia é captada dessa forma. Por um lado, você ganha uma pressão sonora melhor e a compressão tem um melhor resultado, mas por outro você perde harmônicos que podem ser necessários para recriar o som mais natural do instrumento. Na verdade, nenhuma das escolhas é errada ou certa, no fim, vai depender do objetivo que você queira alcançar, no caso do CD acústico (por favor, esqueçam esses acústicos MTV!) a necessidade de obter respostas mais naturais, faz você optar por microfones mais distantes, quase simulando o ouvido de algum espectador em algum lugar da sala que o engenheiro opte por ser o melhor. Por isso, a escolha da sala, onde será a captação principal é tão importante, porque ela dará a característica fundemantal do som. Por exemplo, se você fechar os olhos e colocar dois CDs: um de estúdio e um gravado ao vivo em algum estádio ou teatro, você sabe dizer qual é qual. Isto por causa, justamente, da sala onde ele é captado. A ambiência, enfim.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar do disco Alice não ter sido gravado ao vivo e nem em teatro, você percebe a mesma ambiência durante todo o projeto. Feche os olhos e tente deixar um pouco o seu cérebro se teleportar para o lugar onde foi gravado. Você consegue dizer o tamanho da sala? De madeira? De pedra? O som é quente ou frio? Quais instrumentos estão mais perto? Quais mais distantes?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;É lindo, não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-4026182593968459702?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/4026182593968459702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=4026182593968459702' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4026182593968459702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4026182593968459702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/06/tom-waits-alice.html' title='Tom Waits- Alice'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SE7aqIPCBYI/AAAAAAAAADw/htiHFPfox5k/s72-c/Tom_Waits-Alice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-4888712024524221375</id><published>2008-05-20T20:16:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:28.116-08:00</updated><title type='text'>O dia em que o mundo virou a esquina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SDmAAIneoSI/AAAAAAAAADo/wLZyobU34uU/s1600-h/dois.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204331584204742946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SDmAAIneoSI/AAAAAAAAADo/wLZyobU34uU/s320/dois.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro bandas polêmicas e essa é uma das minhas preferidas: Legião Urbana. Neste disco que mudou provavelmente muitas cabeças adolescentes da época (inclusive a minha) com questões existencialistas e profundas que, ainda que fossem questões pessoais do Renato, eram também parte da maioria dos que ouviam e se apaixonaram pela sua poesia.&lt;br /&gt;Era o início de uma época de ouro no rock brasileiro e havia para todos os gostos: de garotos podres a Ultraje a rigor; Barão vermelho a legião Urbana.&lt;br /&gt;Em uma entrevista concedida à revista Biss (magazine musical que teve seu auge nos anos oitenta), Cazuza fala que uma dos seus combustíveis para escrever eram as letras de Renato Russo. O rock era poético, muitas vezes tosco, mas parecia que todos queriam falar coisas consistentes e muito se deve isso ao Legião.&lt;br /&gt;Então imagine, você com uma idéia boa na cabeça, cheio de vontade e um empresário lhe dando corda e dinheiro. Acreditem ou não, nos anos oitenta, a maioria dos discos não era feita desse jeito. Era uma época não muito romântica para o áudio e para a produção artística. O início da era dos “midiman”, verdadeiros samurais que limitavam o trabalho a uma só pessoa.&lt;br /&gt;“Midiman” vem do termo midi (Musical Instrument Digital Interface), uma invenção que modificou todo o pensamento da época. O midi é uma coisa simples: sabem os teclados? Então, em vez de gravar o áudio, o midi somente adiciona informações para cada nota que vc toca no dito cujo, ou seja, vamos supor que você pegue o seu dedinho e toque uma nota no teclado (um dó4, por exemplo). Então o protocolo midi grava em uma seqüência que você tocou um dó4 com intensidade x, duração y em determinado momento da seqüência. Uma vez feito isso, quando você reproduz a seqüência ele repete exatamente o que você tocou no teclado.&lt;br /&gt;O incrível é que não havia polêmica ao redor do bendito e todos pareciam concordar que aquilo era revolucionário: O “midiman” programava a música inteirinha em casa, todos os instrumentos, com aqueles timbres horrorosos. Como o midi permitia você programar em um teclado e reproduzir em outro, você poderia mudar os timbres como quisesse. E lá vinham os midiman com trezentos teclados, baterias eletrônicas, one man bands dos anos oitenta. Então, 90% do que você ouvia nos artistas oitentistas, era feito por um homem só: o midiman. Uma pancada e tanto para tanta coisa que havia acontecido nos anos 70. A música assume o seu lado comercial toscamente, os produtores enlouquecem com a possibilidade de diminuir o trabalho e poder produzir cada vez mais. Era simples: o produtor escolhia as músicas, o midiman e esperava que ele trouxesse as músicas para o estúdio. Depois vinha o cantor colocar a voz no estúdio, alguns músicos ainda poderiam tocar adicionando guitarras ou baixo (mas nem sempre), o técnico mixava e tchanaaaan! O disco estava pronto. Fácil, fácil (tudo bem que muitas vezes o midi dava pau ou conflito quando era sincado entre vários teclados, e ai realmente era uma dor de cabeça... mas pensando bem, bem feito!).&lt;br /&gt;E o rock, mais uma vez, salvava o mundo. Um tanto quanto deprê, admito, mas a rebeldia é assim mesmo, um cavalo indomável. E era desse jeito que o rock do legião dominava as cabeças adolescentes, dizendo a verdade sobre sentimentos que muitos não tinham coragem ou tato para falar.&lt;br /&gt;Se não me engano, tempo perdido foi a primeira musica de trabalho. A guitarra dessa música influenciou um monte de guitarristas, inclusive eu, que considero Dado Villa-lobos, uma das minhas maiores. E é um exercício bem interessante ouvir o disco focando a atenção a um instrumento. Uma música interessante para fazer isso é “Acrilic ou canvas”, com vários detalhes de guitarra. E outra coisa importante para se destacar nas musicas é a grande criatividade melódica de Renato. Notem como a base se mantém a mesma e a voz vai costurando melodias diferentes... é bom isso, ne? Acabou sendo a marca registrada dele, além de ser incrível que com palavras tão simples, ele consiga definir coisas tão complexas e obtusas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse ar deixou minha vista cansada...&lt;br /&gt;Nada demais”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contam que a letra de índios foi feita em 15 minutos, enquanto ele ouvia a base gravada no estúdio. E outra marca registrada: letras longas e que você não cansa de ouvir e de querer aprender a cantar. Lembro que quando o Legião lançou a música faroeste caboclo, todos faziam concurso pra ver quem sabia a letra toda de cor. Deve ter sido a música mais cantada nas horas de recreio da história. Ahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dica:&lt;br /&gt;"ouça no volume máximo" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-4888712024524221375?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/4888712024524221375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=4888712024524221375' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4888712024524221375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4888712024524221375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/05/o-dia-em-que-o-mundo-virou-esquina.html' title='O dia em que o mundo virou a esquina'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SDmAAIneoSI/AAAAAAAAADo/wLZyobU34uU/s72-c/dois.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-6373647951197845940</id><published>2008-05-09T16:06:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:28.481-08:00</updated><title type='text'>O grande circo místico - Edu Lobo e Chico Buarque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SCb_0-xNhnI/AAAAAAAAACk/_WcdkhRF_BA/s1600-h/gprojetos_08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199124105513502322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SCb_0-xNhnI/AAAAAAAAACk/_WcdkhRF_BA/s320/gprojetos_08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abrem-se as cortinas... entra o canto quase angelical e melancólico anunciando o espetáculo. Então a banda toca enquanto todos os artistas saúdam o público!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz angelical de Milton... o piano complementa e ao mesmo tempo desequilibra o caminho melódico para, logo depois, complementar novamente... entre arpégios melódicos, entram as cordas criando "camas" suaves e macias... transformando o complexo em simples e melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ato: o clarinete anuncia a entrada do palhaço. Violões destoam e diferenciam o plano anterior que fora bem subjetivo. Jane Duboc, cantando suave, como se estivesse cantando ao pé do ouvido... uma valsa, deixando a flauta terminar de um jeito mais doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro ato: a orquestra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinheta: Serão histórias... os artistas se preparam, o funâmbulo medita, o malabarista se maquia... Palhaço, corista, "Trapézio, dançarina, maestro, cortina... é fé na flauta e pé na pista" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto ato: O blues, a história, a sensualidade, o naipe de sopros... nem tudo o que se vê é o que se tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinto ato: volta o canto inicial da introdução, anunciando uma nova etapa no espetáculo, enquanto os contra-regras arrumam o palco para outra apresentação, enquanto o público tenta digerir a arte anterior e se prepara com a pipoca entre os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexto ato: então as cordas entram no tom romântico, deslizam pelo pensamento... e propõe o tema, uma canção de amor... e a cada estrofe uma nova proposta, um novo instrumento... e o fim cai leve como a pena caída do pássaro contra o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sétimo ato: Crianças, sejam bem-vindas. Sem elas o espetáculo não o é. E é nelas que a verdade sempre é inocente e sem um porém. "Só a bailarina que não tem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oitavo ato: Como a carta o Hierofante, o momento em que todo homem se questiona do propósito, da direção e do convívio. E é nu, somente com as cordas de um violão, um companheiro mítico e símbolo de que estamos sós, fazendo de nossa jornada uma pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nono ato: Então com resposta, a música. Sem palavras. Só a melodia, a constatação da sensação. O diálogo entre a flauta, o trombone, o trompete, o sax, o cello... os instrumentos convivem entre si, tal qual nós o fazemos em vida... e em uníssono ou em respostas e contra-cantos. Deus deu vida e nos deu a música para acompanhar o trajeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décimo ato: E o romance... e o desleixe e o encontro com o próprio corpo, com o que somos: fortes e frágeis, heróis e fracos, bons ou maus. a paixão e busca pelo distante reino inatingível e perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décimo primeiro ato: "Não, não sei se é um ato banal", mas é suave. Toda descoberta é o amanhecer de um novo dia e se complementa com o que fomos e certamente com o que seguirá pelo resto do dia. Todo santo dia. E o show não deve parar para que os anjos passem "após o salto mortal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décimo segundo ato (Coda e final): Entrem todos os artistas e que no diálogo se submeta a descoberta. A arte é em si um girar, como no mundo... em colcheias, semi-colcheias, e todos os presentes girando na arena... os palhaços embolando-se no rodopiar dos malabares, correndo o monociclo... e tudo se desmonta e se reaproveita para um novo espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-6373647951197845940?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/6373647951197845940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=6373647951197845940' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/6373647951197845940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/6373647951197845940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/05/o-grande-circo-mstico-edu-lobo-e-chico.html' title='O grande circo místico - Edu Lobo e Chico Buarque'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SCb_0-xNhnI/AAAAAAAAACk/_WcdkhRF_BA/s72-c/gprojetos_08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-7837768276143945365</id><published>2008-05-07T09:25:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:28.686-08:00</updated><title type='text'>Eramos felizes e não sabiamos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SCRlm26R4tI/AAAAAAAAACc/e1Pb9qBteBw/s1600-h/motoperpetuo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198391588141785810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SCRlm26R4tI/AAAAAAAAACc/e1Pb9qBteBw/s320/motoperpetuo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, os anos setenta derrubavam uma época e os grandes astros da música davam sinais de ambição extrema. Era o final do sonho que sucumbira à ressaca dos dias dos grandes festivais. Pelo menos, foi a idéia que todos pareciam ter, mas ao meu ver, os setenta ainda eram o final da estrutura que ajudaria a criar tudo o que vemos como expressão artística hoje. Jogaram-se as idéias ao vento e estão ai para serem captadas e trabalhadas como for do seu gosto.&lt;br /&gt;E ainda assim, mesmo com tanta preciosidade dos dias de inverno intelectual, perdeu-se toda riqueza harmônica de trabalhos como este: Moto Perpétuo. Pesando a moeda, o fato de tanta tecnologia divulgar novamente momentos como este em que a música brasileira parecia pensar um pouco, junto a velha melancolia tropical que ja vinha dando sinais desde Villa-Lobos.&lt;br /&gt;Este disco era pra ser considerado entre os melhores trabalhos que já foram produzidos por aqui. Ele é popular, mas também é complexo; é rock, mas também é erudito; é música e exala poesia, não só de palavras, mas também na estrutura e forma em que as canções são construídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas grandes frustrações como músico é que com o tempo e um punhado de artistas, a maioria dos trabalhos em que você participa não te desafiam mais. Passam a ser somente mais uma variação de coisas que você já sabe de olhos fechados. Então tudo vira um tédio infinito: os ensaios, os temas, os shows. A música perde o mistério e o encanto e passa a ser uma rotina quando ela entra em algum padrão de forma, de acordes... até pra um, como instrumentista, torna-se difícil não cair em clichês. Seria bom que todos parassem e respirassem ares antigos de vez em quando. E este é um disco que serve de exemplo: a música é mais que um punhado de idéias. As idéias são só as peças do quebra-cabeças que você precisa montar, é essa montagem a beleza, o que todos vão admirar, as cores que você vai decidir como sua tonalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"conto contigo,&lt;br /&gt;porque contigo estou são e calmo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti a vontade ouvindo Moto Perpétuo, senti aquele arrepio toda vez que aparecia uma parte nova da qual eu não esperava. As músicas são de uma riqueza harmônica incrível, eles conseguiram trazer um pouco do rock progressivo sem ele ser aquela coisa arrastada e prolixa. Ao mesmo tempo, os temas são variados e não perdem a unidade. Um trabalho extremamente cuidadoso, com vocais bem colocados. Músicos excelentes e detalhistas, criando dinâmicas e nuances... me parece que esse disco foi gravado sem overdubs e tocado ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do trabalho musical, o técnico é extremamente bem feito. A sonoridade caminha perto dos discos de Rita Lee da mesma época. Um som enxuto, limpo e bem anos setenta. Ahahah. Naquela época toda a concepção sonora era diferente. Nos tambores da bateria não se usavam peles de resposta (tem a pele da frente, onde o baterista bate coma baqueta e a de baixo do tambor, a pele de resposta). O som é bem seco e curto, mais para um TUH, hoje o som é TUUUUUUUUM. Mas tenho a impressão que até mesmo os ouros sons tem um pouco disso. Um pouco duro. É lindo do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha dica: ao ouvir o disco, desligue o celular, a tela do micro e tente se imaginar fora desta época maluca. Tente outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-7837768276143945365?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/7837768276143945365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=7837768276143945365' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/7837768276143945365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/7837768276143945365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/05/eramos-felizes-e-no-sabiamos.html' title='Eramos felizes e não sabiamos'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SCRlm26R4tI/AAAAAAAAACc/e1Pb9qBteBw/s72-c/motoperpetuo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-167560615556629812</id><published>2008-04-23T18:24:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:28.891-08:00</updated><title type='text'>Supergrass - Road to Rouen</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SA_tCkhKEjI/AAAAAAAAACU/TV1cpHLptGg/s1600-h/road+to+touen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192629523799740978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SA_tCkhKEjI/AAAAAAAAACU/TV1cpHLptGg/s320/road+to+touen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixei pra falar deste disco, quando tivesse oportunidade de ouvi-lo novamente com mais calma, do início ao fim e com direito aquelas sensações de revival e tudo mais. Há uns dois anos atrás, vindo do nada e como um meteoro que extinguiria as chatices que eu ouvia na época, me apareceu o Supergrass, de quem só conhecia o tal daquele clipe dos primórdios da MTV aqui na Bahia (e ainda se podia ouvir coisas que prestassem nessa época... mas porra, isso já faz 12 anos). Esse disco é simplesmente fantástico e deveria ser tema de aula de artes e de técnicas de estúdio. Orquestrações simples e bem colocadas, sonoridade inglesa por excelência e músicas sem aquelas formas manjadas de "vamos fazer um hit pra tocar no rádio!".&lt;br /&gt;Na primeira música você já tem a chance de entender o que o trio esperava das suas conquistas musicais, pois é a sensação que me acomete quando ouço, uma somatória de resultados que devem ter se juntado com o passar dos anos, de várias sessões de gravação, de várias sessões de ensaios e de você conhecer a resposta de cada variante dos instrumentos que foram utilizados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi um disco polêmico sem dúvida, pelo que pude perceber de alguns reviews em alguns sites, muitas pessoas odiaram.  Eles realmente chegaram ao topo. Ahahah&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre a parte técnica, este é um dos poucos discos com ambiências grandes que eu gosto pra valer. Acredito que tenham se valido desse conceito pelo tamanho da orquestra e porque colocar muitos instrumentos em um ambiente pequeno é muito difícil. E até mesmo por querer dar a sensação de você estar ouvindo o som em um teatro.&lt;br /&gt;Para quem não conhece muito sobre áudio, posso adiantar de que quando você ouve um som estéreo, onde você tem duas caixas (esqueçam aquele maldito simulador de sourround que vem nos sons, por favor!) o seu espaço é um tanto limitado. E acreditem que quando você coloca as caixas muito próximas uma da outra, você o limita  ainda mais.&lt;br /&gt;Assim sendo, você tem o espaço entre as caixas até o chão, não contando o espaço acima das caixas. É mais ou menos isso. Agora, porque até o chão? Porque as freqüências graves tendem a serem ouvidas embaixo, enquanto que as agudas no alto. Por isso mesmo, os subwoofers são sempre colocados no chão. É uma explicação tosca, mas que dá pra entender. E bem, é esse o espaço físico com que o técnico de mixagem precisa lidar, quando a mixagem é estéreo e não 5.1. Então algumas coisas ajudam, reverbs, por exemplo, adicionam profundidade e faz com que os sons se ouçam um pouco mais ao fundo dos que contém menos reverb; sons mais agudos tendem a serem ouvidos mais no alto do que os graves (daí a importância do arranjador nesse momento que é quem vai escolher os instrumentos a serem tocados, para que haja espaço para todo mundo). Em alguns casos você pode modificar com equalizadores as freqüências de certos instrumentos, para que eles se posicionem em lugares distintos, além do chamado PAN, que é a disposição do instrumento entre as duas caixas horizontalmente em 180 graus.&lt;br /&gt;E bem, neste disco, o estéreo é muito bem cuidado, muito bem pensado. Você consegue ouvir as coisas em lugares diferentes e não se agridem e nem competem entre si. Uma verdadeira aula.&lt;br /&gt;É isso ai.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-167560615556629812?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/167560615556629812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=167560615556629812' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/167560615556629812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/167560615556629812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/supergrass-road-to-rouen.html' title='Supergrass - Road to Rouen'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SA_tCkhKEjI/AAAAAAAAACU/TV1cpHLptGg/s72-c/road+to+touen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-5506777699912582079</id><published>2008-04-20T16:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T20:33:27.647-07:00</updated><title type='text'>Bonitinha, mas ordinária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“É o mal que a água faz quando se afoga&lt;br /&gt;E o salva-vidas não está lá,&lt;br /&gt;Porque não vemos...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Assistindo a um dos programas da MTV, que elegeu Renato Russo como o quinto pior letrista da história, me dei conta do inevitável: a expectativa das pessoas, com relação à música, mudou com o passar dos anos. Muitas vezes me peguei bastante chateado com a direção que o mundo artístico tem tomado, transformando este período de entressafra, num momento de tédio e de frustração, afinal de contas o Brasil já foi um pólo importante não só musicalmente, mas em todo o âmbito artístico.&lt;br /&gt;Resta saber se vale a pena mesmo se chatear quando você vê esse bafafá todo por uma nerd com pouco talento e visivelmente o tal fruto da sociedade moderna, a geração tarja preta desafinada.&lt;br /&gt;O que está errado é tanta informação sem nada que a pare e a organize. Como peças de um quebra-cabeça que nos são jogadas a esmo e que não nos damos o trabalho de montar. Além de todo o lixo químico, orgânico, também o ideológico, também as idéias em rascunho que somo obrigados a escutar, de pessoas que não se dão o mínimo trabalho de pensar um pouco antes de colocar, no mundo, mais lixo.&lt;br /&gt;... o que torna a arte mediocre. Ela perde o sentido quando você não dá seu retoque final, ela é jogada inacabada aos nossos gostos. A poesia forçada à que nos submetem, palavras que não sofreram, que não se entrelaçam com a convivência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O caminho da arte tem sido cada vez mais o do entretenimento. Um passatempo que deixa aos poucos o ambito da ciência e invade as emissoras de TV para não se pensar em nada. Aqui paro eu. Esperando um pouco pelo senhor do apocalipse, que ensandecido, coloque fogo na tal da ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-5506777699912582079?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/5506777699912582079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=5506777699912582079' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/5506777699912582079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/5506777699912582079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/bonitinha-mas-ordinria.html' title='Bonitinha, mas ordinária'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-6737877491313105950</id><published>2008-04-17T14:11:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:29.132-08:00</updated><title type='text'>Sean Lennon - Friendly Fire</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SAfSmWJ6o7I/AAAAAAAAACI/HEbWgiCSV5w/s1600-h/Sean+Lennon+-+Friendly+Fire_F.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190348651791819698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SAfSmWJ6o7I/AAAAAAAAACI/HEbWgiCSV5w/s320/Sean+Lennon+-+Friendly+Fire_F.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira vez que eu escutei Elliot Smith, tive aquela sensação que acomete a qualquer compositor: "por que diacho eu não pensei nisso antes?". Passei uns 5 meses escutando constantemente sem parar, tentando descobrir como alguém conseguia colocar tão bem um violão simples e parecer tão complexo. Não complicado, mas denso e constante.&lt;br /&gt;Acredito que essa constância foi apresentada com os Beatles. É uma coisa folk, mas a harmonia é um pouco mais trabalhada, colocando acordes diminutos, com muitas nonas e sextas, sétimas poucas, a não ser quando maiores.&lt;br /&gt;Aos milhares de sons que tenho sido apresentados nos últimos meses, me deparei com este disco de Sean Lennon, "Friendly Fire", gravado em 2006 e muito bem falado pela crítica. O disco traz a mescla agradável entre o profundo e o simples. Tal como eu ouvia nos discos de elliot Smith, repletos de "porra, eu queria ter feito essa música" enquanto escutava. Ainda estou me acostumando com alguns tracks do disco, mas é sempre assim quando ele me marca. Destaque para as músicas “Dead Meat”, “Friendly Fire”, “on again off again”, "Falling out of love", que são as que mostram maior maturidade musical e artística. Acredito que quando você acha a medida certa para o seu arranjo entre a harmonia e a linha melódica, encadeando bem as vozes e criando linhas melódicas, você transforma a música num mantra. É a sensação que tenho na voz, que dá a impressão de flutuar pelo contracanto dos instrumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“You're gonna get what you deserve &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gonna get what you deserve &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;In the end you're gonna learn &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oh, you'll get what you deserve.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao som do CD, é perfeito. É enorme e os graves fazem a sala estremecer, sem sobrar. A mix é uma mistura bem feita entre som inglês e americano. Do som inglês vem o som da batera, com a caixa bem grave e tocada sempre suavemente. Ainda não encontrei um baterista que gravasse assim aqui. Isso facilita na hora em que o engenheiro da mix vai comprimir. Primeiro que o vazamento entre as peças é bem menor (pra quem não sabe o que é um vazamentos, eu explico: uma bateria é composta de várias peças, logo na gravação você precisa usar mais de um microfone... na verdade, no início da era estereofônica, utilizavam-se apenas 2 ou três microfones, o que foi mudando com o passar do tempo. Passaram-se a utilizar microfones em cada peça, uma técnica chamada de closed micing - microfonação de perto. Essa técnica mudou muito o som da bateria, que começou a ser mixada cada vez mais alta, já que o tipo de microfonação, com os microfones colados à pele dos tambores, ajudava na definição dos mesmos. O problema é que os microfones, por mais perto que estejam das peças, eles captam outros sons. Por exemplo, o microfone que está na caixa da bateria, "ouve" o prato quando é tocado, ou até mesmo o bumbo. Então, quanto mais forte o baterista tocar, o microfone vai captar mais alto outros sons que não só o da peça ao qual ele está designado. Isto é um vazamento. Para os americanos: Bleeding). Então o som da caixa, principalmente, ganha essa definição inglesa: não muito alta, sem gritar, mas com consistência suficiente pra dar o embalo à canção.&lt;br /&gt;O som da voz de Sean é diferente, é agradável e ela por ficar sempre numa região média, deve ter sido bem fácil colocá-la na mixagem final. Com uma ambiência curta e bem presente, sem maiores efeitos ele segue tranqüila pela maior parte das faixas. É um contraste bem típico nas mixagens da música alternativa. Vozes na frente, com reverbs tímidos e curtos enquanto os instrumentos crescem com ambiências maiores, delays com bastante feedback... ainda bem que os anos oitenta acabaram. Ahahah. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-6737877491313105950?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/6737877491313105950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=6737877491313105950' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/6737877491313105950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/6737877491313105950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/sean-lennon-friendly-fire.html' title='Sean Lennon - Friendly Fire'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/SAfSmWJ6o7I/AAAAAAAAACI/HEbWgiCSV5w/s72-c/Sean+Lennon+-+Friendly+Fire_F.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-7091429727461693721</id><published>2008-04-10T21:03:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:29.266-08:00</updated><title type='text'>O show da noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_7niLSrB5I/AAAAAAAAACA/n2mQEzfGtGE/s1600-h/show+das+M.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187838395110066066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_7niLSrB5I/AAAAAAAAACA/n2mQEzfGtGE/s200/show+das+M.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje teve esse show. Fui lá. Adoro músicas de chico e pessoalmente, já trabalhei com as três cantoras que estrelavam na noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ICBA é um lugar legal. É gostoso, embora o atendimento do bar não ser mais o mesmo. Toquei lá diversas vezes no pátio, até pensei que o show seria lá. Enfim, é um lugar cult de se ir. Você encontra com aquelas figuras com faixas de pano na cabeça, com aqueles óculos quadradinhos e com assuntos interessantes, senão polêmicos, na cachola.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontrei pessoas queridas e muitas figuras que há muito, muito tempo eu não via. Foi bom botar papos em dia, conseguir contatos para os meus projetos, dar aquela paqueradinha básica, mas entre sambas e paródias, estou em casa novamente. E melhor mesmo teria sido se eu tivesse conseguido entrar. Enfim...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-7091429727461693721?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/7091429727461693721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=7091429727461693721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/7091429727461693721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/7091429727461693721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/o-show-da-noite.html' title='O show da noite'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_7niLSrB5I/AAAAAAAAACA/n2mQEzfGtGE/s72-c/show+das+M.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-9010775664907321424</id><published>2008-04-09T10:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T16:46:53.279-07:00</updated><title type='text'>Higiene pessoal</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Qualidade e um pouco de auto-crítica faz bem a todo mundo. Tenho observado pessoas criando trabalhos sem o mínimo interesse em qualidade. E só pra lembrar que isso é uma questão pessoal e intransferível. É o velho e simples movimento de lavar atrás da orelha, entre as juntinhas dos dedos.&lt;br /&gt;Em todos os trabalhos pessoais que me engajei, eu exigi ao máximo tudo que pude tirar da minha criação. E nisso constava as intermináveis horas de audição, de melhorar o tocar no instrumento e também de criar associações de troca quando não podia pagar o que fazia. Todos os músicos que eu envolvi, os estúdios, o equipamento, quando eu não paguei em dinheiro, paguei com trabalho. É uma questão clara e pouco conversada aqui, pelo que vejo. Os tratos são sempre escuros e não específicos no momento de acertar e isso sempre acaba em algum conflito posterior.&lt;br /&gt;Tomemos os erros como aprendizagem. Se você não está apto a dar tudo de si em seu trabalho, não faça. Se você não tem dinheiro, junte e espere. Se você quer correr, aprenda a andar primeiro, senão você só piora a sua higiene pessoal.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-9010775664907321424?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/9010775664907321424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=9010775664907321424' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/9010775664907321424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/9010775664907321424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/higiene-pessoal.html' title='Higiene pessoal'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-4012598556617299519</id><published>2008-04-06T08:07:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:29.576-08:00</updated><title type='text'>Beirut</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_kbGeXYpXI/AAAAAAAAABs/5hNWSavWJxE/s1600-h/beirut-Long+gisland.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186206243938149746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_kbGeXYpXI/AAAAAAAAABs/5hNWSavWJxE/s320/beirut-Long+gisland.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rapaz, que banda de fuder é essa? ahahha foi mal. Mas é a palavra que eu precisava. Faz tempo que não ouço alguma coisa que eu sei que vou viciar. E bem, essa banda é uma coisa que me deixa a vontade. Um som calmo e melancólico, mas sem ser triste... e o trompete tocando melodias que me remetem algo familiar, músicas que parecem antigas, melodias que permanecem na cabeça depois de ter escutado.&lt;br /&gt;Adoro esse tom acústico nas gravações... vc ouvir ambiências naturais faz bem para a alma, eles tem músicas mais processadas, mas não importa, é bonito tb. Cadências simples e bem argumentadas, contracantos que parecem hinos antigos, algo de folclórico também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que, no fim, tanta tecnologia vai fazer com que voltemos ao bom e velho som acústico. Nada melhor que um piano, um acordeom e um som bem captado e interpretado para fazer o dia feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maiores informações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Beirut"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Beirut&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.beirutband.com/"&gt;http://www.beirutband.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-4012598556617299519?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/4012598556617299519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=4012598556617299519' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4012598556617299519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/4012598556617299519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/beirut.html' title='Beirut'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_kbGeXYpXI/AAAAAAAAABs/5hNWSavWJxE/s72-c/beirut-Long+gisland.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-8875643424475201114</id><published>2008-04-04T10:05:00.001-07:00</published><updated>2008-04-04T10:05:16.943-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Artistas, quando são realmente artistas, são sempre subutilizados pela sociedade, que normalmente não entende o que eles querem dizer. Então o que está errado? O artista, por não querer se fazer entender ou a sociedade que não oferece recursos para que ele seja, pelo menos, estudado?Mas isso faz o artista ser um artista e viver sempre na lama. Como os porcos. Se os porcos fossem limpos, eles não seriam tão porcos e muito menos gordos e apetitosos. E o não ser entendido, discerne a arte da vulgar forma de expressão do malandro, os sofistas de nossa época, os falsos barbados que criam a sujeira de pasta lustra sapatos e rasgam suas roupas para, no sinal, pedir esmola. Esses sim, nós sustentamos. Os artistas, eles deixam-se esquecidos, construindo o castelo da história com palitos de dentes. Usados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-8875643424475201114?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/8875643424475201114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=8875643424475201114' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/8875643424475201114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/8875643424475201114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/artistas-quando-so-realmente-artistas.html' title=''/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-8531378766059887255</id><published>2008-04-02T17:39:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T23:21:29.837-08:00</updated><title type='text'>Violins - a redenção dos corpos / Monstro discos 2008</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_Q_t-XYpVI/AAAAAAAAABc/3LelEhJorck/s1600-h/vioins.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184839130078029138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_Q_t-XYpVI/AAAAAAAAABc/3LelEhJorck/s400/vioins.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Banda de Goiás que há muitos anos um amigo meu havia me contado de sua existência e me chamado a atenção. Não dei muito bola, mas agora que ouço, gosto do resultado da composição. Adoro quando escuto uma coisa que me causa alívio... e essa banda parece ter encontrado uma maturidade agradável. As guitarras são bem colocadas, exploram dissonâncias suaves... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabem que uma das coisas que tem me incomodado em muitas músicas hoje em dia é o trabalho poético? Muitas vezes sinto que a letra não é sincera, que ela está pensada demais, que ela foi muito trabalhada, muito políticamente correta e às vezes até mesmo um pouco arrogante. Mas existem luzes no fim do túnel e uma delas é a dessa banda: Violins! (sou sonhador e ainda acredito no Rock, embora vários amigos meus tenham desistido. ahahah ). O trabalho de vocais tb é bom e consistente... aquele molinho doce no meio do sal... ahaha.. yes! é isso ai. Gostei muito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto ao som das faixas disponíveis no myspace, apesar de estarem muito comprimidas pelo site ao serem armazenadas pelo servidor, o trabalho da mix oscila entre momentos amadores e outros de acertos. Principalmente quanto ao som da bateria. A bateria é um calo no sapato de uma gravação de rock. Caso você vacile na captação usando peles ruins, ou pratos velhos (alguns pratos velhos soam bem, mas são poucos bateras que conseguem essa proesa) ou de má qualidade, caixas mal afinadas ou microfonones ruins, você jogou fora todo o trabalho que outros possam vir a ter, mesmo que o guitarrista apareça com o melhor som de guitarra do mundo. Já era. No caso desta gravação, o som da batera me desagrada em boa parte do tempo se eu parar para prestar atenção nela. Apenas em alguns o som é confortável, como no início de a "festa universal da queda", ainda assim, soa um pouco embolado quando entram os intrumentos mais pesados e fica totalmente fora logo depois, dando a impressão de pouca unidade na canção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixo isso como um recado às bandas alternativas. Precisa de mais investimento na qualidade sonora. E não estou falando do investimento financeiro, mas sim do estudo e pesquisa. Até mesmo do técnico que vai participar das gravações, estudar melhor o jeito de captar o estilo da banda. Ainda que se tenha pouco dinheiro, pode-se chegar a uma unidade bem melhor quanto ao som final.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Myspace&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/violinsbr"&gt;http://www.myspace.com/violinsbr&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.violins.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.violins.com.br/"&gt;http://www.violins.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.violins.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-8531378766059887255?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/8531378766059887255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=8531378766059887255' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/8531378766059887255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/8531378766059887255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/04/violins-redeno-dos-corpos-monstro.html' title='Violins - a redenção dos corpos / Monstro discos 2008'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fgfQQM2lUnE/R_Q_t-XYpVI/AAAAAAAAABc/3LelEhJorck/s72-c/vioins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7661365410721669102.post-421977371648009545</id><published>2008-03-21T19:53:00.000-07:00</published><updated>2008-03-31T08:44:59.421-07:00</updated><title type='text'>E assim começou... Parte I  (lalaaaaaa)</title><content type='html'>Decidi criar este blog na intenção de passar a minha experiência musical, postando criticas sobre trabalhos que me venham a ser apresentados. Primeiramente começarei com trabalhos escolhidos por mim, lógico, pra vocês conhecerem meu ponto de vista técnico e artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo falando um pouco de mim. Nasci em Santiago do Chile em 1974. Levo o nome do meu pai, que era concertista clássico. Violão era seu instrumento, o qual eu herdei alguns anos mais tarde, depois que ele e mais uns amigos desapareceram na ditadura militar do então governo autoritário de Augusto Pinochet. 25 anos mais tarde eu soube da minha família, numa visita ao Chile, que ele sabia que iria ser preso e havia recebido ajuda da igreja católica. No Chile, um pouco diferente daqui, a Igreja ainda tem um papel importante na política, sendo um dos partidos mais fortes, a "democracia cristã". Meu pai negou a ajuda que teria vindo de um padre amigo da família, pois não havia lugar para os seus amigos. Achei romantico da parte dele, mas foi essa mesma decisão que nos afastou... coisas do futebol.&lt;br /&gt;Com então 6 anos de idade, minha mãe, que aprendera violão erudito por influência do meu pai, me ensinou as primeiras peças. Com oito, eu fiz o teste para entrar no conservatório da universidad Católica de Chile. Lá fui eu. Entrei na sala que parecia mais um tribunal, com aquela mesa enorme na minha frente, eu com o violão debaixo do braço e três peças eruditas na minha memória... morrendo de vergonha.&lt;br /&gt;Vim morar no Brasil depois que minha mãe se casou com um brasileiro que também era músico, tocava saxofone e acreditem, eu passei dez anos de minha vida ouvindo ele tocar aquela "corneta" ahahah, era foda. todos os dias ele seguia um ritual cansativo. Acordava, estudava até a hora do almoço. Comia. Cochilava 30 min, depois voltava para o estudo até as 6 da tarde. Todo santo dia.&lt;br /&gt;Já em Salvador, só em 1987 eu entrei na escola de música. De novo aquele teste maldito que me deixava nervoso. A sala era menor, mas tinha muito mais gente fazendo o teste, que era privado. Quando o cara entrava e demorava, você já sabia: Os professores haviam gostado e, provavelmente, ele passaria. Quando não demorava -alguns passavam tipo 2 min e saiam com a cara parecendo de funeral- ai éra o óbvio.&lt;br /&gt;Eu havia estudado feito jegue, e havia estudado peças difíceis de tocar. Sozinho. Ouviram as 4 peças que havia preparado. Do início ao fim.&lt;br /&gt;Depois de uma semana, o resultado: passei em primeiro lugar. Aêeeeeeeee. Fiquei contentão, eu tinha só 12 anos e passei na frente de um monte de marmanjo maior de idade.&lt;br /&gt;Bem, a vida erudita não durou muito. Eu às vezes me pergunto se isso foi influência do lugar onde eu morava ou se era uma coisa que, mais cedo ou mais tarde, iria acontecer. Comecei a escutar rock. Fudeu. Larguei o violão e com 14 anos eu já tocava na noite soteropolitana. No início você imagina ser esse um grande passo para conquistar o mundo, mas depois você percebe que muitos estão ali há anos sem ter saído do lugar. Uma daquelas armadilhas... um plano infalível que tem tudo para dar errado. Mas eu comecei e fudeu. Já pensou se os espanhóis não tivessem colonizado a américa latina ou se os portuguses não tivessem parado por aqui? pois bem, eles não fizeram nada a toa. Continuei a tocar meu violão e agora cantando.&lt;br /&gt;Esqueci de contar que cantar era uma coisa que eu fazia bem antes de começar a tocar violão. Cantar foi meu primeiro contato real com a música e cheguei a ganhar um festival aos 6 anos de idade. Lembro até hoje o pessoal dando risada porque tiveram que colocar um praticável para eu subir e alcançar o microfone. Mas as risadas pararam quando comecei a cantar (tirei onda agora hein?).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7661365410721669102-421977371648009545?l=jorgesolovera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/feeds/421977371648009545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7661365410721669102&amp;postID=421977371648009545' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/421977371648009545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7661365410721669102/posts/default/421977371648009545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jorgesolovera.blogspot.com/2008/03/decidi-criar-este-blog-na-inteno-de.html' title='E assim começou... Parte I  (lalaaaaaa)'/><author><name>Jorge Solovera</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07468617747324859489</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_fgfQQM2lUnE/R_Eb3eXYpNI/AAAAAAAAAAk/nMU2CVULWLA/S220/solove-piano.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
